Previdência privada pode complementar perdas com reforma

O receio e a desconfiança em relação às alterações propostas pelo governo para a previdência social geraram busca de outras formas de poupar para o futuro

A reforma da previdência social, embora com sua tramitação emperrada no Congresso Nacional, mantém aceso o medo nos brasileiros de se aposentar muito velhos ou mesmo de nunca parar de trabalhar para conseguir levar uma vida tranquila financeiramente.

Além do receio e da desconfiança em torno das alterações, as discussões sobre as políticas geraram no final de ano passado uma corrida por planos privados de previdência.

Atuando há 18 anos no mercado de seguros de vida e de saúde, o diretor da VendSeg Corretora de Seguros de Barretos, André Mendes Camillo, reforçou, nesta semana, a importância de poupar para constituir uma previdência complementar.

“Mesmo antes do anúncio da reforma da previdência, nós já recomendávamos este tipo de investimento, que cabe em qualquer bolso”, apontou Camillo.

Os chamados planos privados de previdência são oferecidos por bancos e seguradoras e não estão vinculados ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As opções são bastante flexíveis. O cliente faz um aporte inicial (pode fazer aporte ou pagar apenas a mensalidade) e depois contribui com parcelas mensais, segundo o rendimento que pretende ter em longo prazo. Outra opção é resgatar o montante acumulado depois do período acordado. As contribuições podem ser a partir de R$ 35.

André Camillo apontou dois exemplos para quem tem condições de investir R$ 100 por mês. No primeiro, um investimento mensal de R$ 100 iniciado pelo cidadão com 18 anos de idade até aos 65 anos vai render quase R$ 2,350 milhões (caso queira resgatar o total do investimento) ou o benefício vitalício, podendo resgatar, mensalmente, cerca de R$ 7.850,00.

Em um segundo exemplo, mais próximo da atualidade dos brasileiros preocupados com as mudanças radicais propostas pelo governo na Reforma da Previdência, Camillo demonstra os possíveis ganhos. Caso um cidadão aplique os mesmos R$ 100 a partir dos 30 anos de idade, até atingir os 65 anos exigidos na proposta do governo para a reforma da previdência, este cidadão terá poupado cerca de R$ 530 mil, podendo resgatar o benefício, ou cerca de R$ 1.770 mensalmente.

“Ou seja, quanto mais cedo o cidadão contribuir com uma previdência complementar, mais ele terá em rentabilidade no futuro, já que esta é a grande preocupação do cidadão que contribui com o INSS”, ressaltou André Camillo.

O especialista aponta, também, outros objetivos que o cidadão pode atingir com um plano de previdência complementar. “Muitos pais estão substituindo a velha e popular caderneta de poupança bancária pela previdência complementar para os filhos custearem seus estudos, faculdade, por exemplo. Isso é possível neste tipo de investimento, com maior rentabilidade”.

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