"O cinema não dá bola para crise"

Para CEO do Centerplex, enquanto o Brasil está em crise o cinema fatura

A maioria dos brasileiros lembrará dos últimos três anos como o tempo de crise política e recessão econômica, que há tempos o país não vivia. Mas os que procurarem ângulos alternativos vão olhar para ele e poder dizer: o Brasil se consolidou no audiovisual. A indústria que diz respeito às produções para cinema, e outras plataformas de exibição de filmes e séries, flui em ventos contrários e é, hoje, uma potência que resiste sólida aos altos e baixos da economia. Para Márcio Eli, CEO do Centerplex Cinemas, enquanto o Brasil está em crise o cinema fatura. Ele participou da terceira edição do “Empreendedorismo sem crise”, evento promovido pelo Rotary na última terça-feira (8), em Barretos. Em 2017 o audiovisual celebrou cifras de crescimento. O ano que passou aponta para 158 filmes brasileiros lançados (contra 140 em 2016 e 129 em 2015) e um aumento significativo no número de ingressos vendidos (181 milhões em 2017, 176 milhões em 2016 – e 90 milhões em 2002). Os profissionais da área celebram as políticas públicas dos últimos 15 anos. No entanto, “apesar deste incentivo ao audiovisual, a produção nacional é muito fraca e o país não possui um único Oscar, diferente de França, Itália, Argentina, Argélia, dentre outros”, destacou Márcio Eli. “Há poucos dias me reuni com o presidente da Ancine, que anunciou uma força-tarefa que fará a lição de casa deles. Nos últimos anos, o número de ingressos vendidos aumentou por conta da escassez de salas”, frisou. A reportagem apurou que o Brasil possui 3.160 salas, sendo que 1/3 estão do Estado de São Paulo e o Acre possui apenas cinco salas. Diferente dos Estados Unidos que possui mais de 40 mil. Segundo Márcio Eli, o Brasil está muito abaixo do número de salas disponíveis. “Há pouco tempo fechamos um contrato numa cidade da Bahia com 400 mil habitantes, com uma população no entorno de quase 1 milhão que ainda não possui salas de cinema. É inacreditável”, ressaltou. Eli finalizou dizendo que as salas de cinema brasileiras têm bom faturamento nos primeiros seis meses do ano com os lançamentos de Hollywood. Depois o faturamento cai quase 20%. Márcio Eli ainda frisou que os filmes nacionais não fazem diferença nas salas de exibição. (Foto: Márcio Oliveira)

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