Bancários lançam campanha salarial em Barretos


Na última quarta-feira (27), com o tema da Campanha Nacional 2018 “TODOS POR TUDO – RESISTIR E VENCER”, o Sindicato dos Bancários de Barretos e região realizou, em Barretos, a Caravana da Mobilização, com a participação de lideranças da Federação dos Bancários de São Paulo e dos sindicatos de Araraquara e Catanduva. De acordo com o presidente do sindicato, Alencar Theodoro de Souza Filho, os trabalhadores percorreram as agências do centro da cidade denunciando a exploração dos banqueiros sobre a categoria, clientes e população. “Nossa campanha não está debatendo somente a manutenção dos benefícios para os bancários, mas a todos que se utilizam do sistema financeiro, pois não é justo que trabalhadores e sociedade paguem a conta da crise, com a superlotação nas agências e falta de bancários. A nossa intenção é que os banqueiros atendam às nossas reivindicações, porque os lucros dos cinco maiores bancos, nos três primeiros meses deste ano, já chegaram a R$ 20 bilhões. Então, eles não podem dizer que não têm condições de atender às reivindicações da categoria bancária e o nosso foco também é a defesa dos empregos” disse Alencar. O lucro dos cinco maiores bancos que atuam no país passou de R$ 58 bilhões, em 2016, para R$ 77,4 bilhões em 2017, um crescimento de 33,5%. No 1º trimestre de 2018 foram R$ 20,6 bilhões de lucro, 20,4% de aumento em relação a igual período de 2016. Mas o aumento dos lucros não se traduziu no aumento da oferta de empregos. Desde 2013, foram eliminados quase 60 mil postos de trabalho de um total de 500 mil. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram eliminados mais de 2,3 mil postos de trabalho. Um dos principais objetivos deste governo foi a aprovação da reforma trabalhista (Lei 13.467/17). Apoiada pelos bancos, a nova lei resultou na retirada de uma série de direitos dos trabalhadores e busca enfraquecer a organização da classe frente aos patrões. Um dos direitos anulados pela nova lei foi o princípio da ultratividade, que garantia a validade do acordo coletivo até a renovação do documento. Assim, todos os direitos previstos na CCT estariam ameaçados após 31 de agosto, data de sua validade. Segundo Alencar, a pauta de reivindicações é focada na defesa dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), na defesa da categoria, ameaçada pelos novos tipos de contratos previstos na lei (terceirização irrestrita, trabalho intermitente, autônomo, hipersuficiência), na defesa dos empregos, com a proibição das demissões em massa; nas homologações realizadas nos sindicatos (para garantir que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão); na manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; e na defesa dos bancos públicos que estão sendo desmontados e preparados para a privatização.

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