Protagonismo feminino está presente no Unifeb


De acordo com o IBGE, em 2018 no Brasil, a população de brasileiras era de 51,7%, contra 48,3% de brasileiros. Mesmo sendo maioria, as mulheres não ocupam um espaço representativo no país, principalmente em cargos de direção. No Unifeb a situação é um pouco diferente, pois as mulheres estão em todos os setores e no comando de vários deles, inclusive na reitoria. Sissi Kawai Marcos ocupa o cargo de reitora do centro universitário desde março de 2016 e acaba de ser reeleita para mais quatro anos a frente da instituição de ensino. Outro exemplo é a professora doutora Lúcia Aparecida Parreira, atual coordenadora dos cursos de Pedagogia e Serviço Social da instituição. Ela acredita que a mulher pode ocupar os espaços que quiser, se dedicando e se preparando para isso. Lúcia Parreira manda uma mensagem neste mês de março, em que o papel feminino é motivo de reflexão graças ao Dia Internacional da Mulher. “Sejam resistentes, lutem sempre pelo coletivo, pois a luta nos fortalece frente aos desafios cotidianos marcados pelas desigualdades. Os desafios são enormes, mas é neste momento que um bom planejamento e disciplina contribuem para o sucesso. Não há sucesso sem trabalho, dedicação e responsabilidade”, ressalta Parreira. Exemplos desta luta diária e dedicação feminina não faltam pelo campus da instituição de snino. A aluna Andreia Alves Ferreira, de 34 anos, por exemplo, é estudante do curso de Serviço Social do Unifeb, é mãe e luta para conciliar todas as atividades diárias. “Sempre precisei trabalhar para conquistar os meus objetivos e, um deles, inclui a minha formação superior, o que exige uma carga horária além do trabalho profissional, e de atividades extracurriculares. Me viro do avesso para conciliar em ser dona de casa, namorada e mãe”, afirmou Ferreira. Gabriela Cristina Lima, 19 anos, estudante do curso de Ciências Contábeis do Unifeb, é uma jovem que foi mãe aos 18 anos. Ela trabalha de dia e estuda no período noturno. “Ser mulher nos dias de hoje é ter que ser forte para enfrentar os desafios diários. Conquistamos o poder e o lugar de igualdade na sociedade, e coloco entre aspas, pois ainda falta muito ainda para conquistá-la, mas mesmo assim continuamos lutando por isso”, diz a estudante. Ela conta ainda que para conseguir trabalhar e estudar, tem o auxílio de mais duas mulheres, a sua mãe e a bisavó do filho. “Não sei como seria sem as mulheres que me ajudam, mas ainda assim é cansativo, pois acordo mais cedo para tomar banho, arrumar o meu filho para sair e chegar no horário do trabalho. Mas acredito que o mais difícil é lidar com a falta do meu filho durante o dia. Eu saio às 7 horas de casa e só chego às 22 horas, e ele já está dormindo. Porém, eu sei que no final tudo valerá à pena”, ressalta. Marlene Rodrigues, de 76 anos, aluna do projeto UAMI – Unifeb Aberto a Melhor Idade, formada pela instituição no curso de Serviço Social, quis pontuar algumas fases da sua história como uma mulher guerreira. “Fiz faculdade depois que entrei no projeto UAMI, colei grau em 2015, mas nunca atuei na área. Hoje ainda continuo como estudante das aulas do projeto e gosto muito. Aqui se aprende muitas coisas. Tenho seis filhos e como mulher dinâmica que sempre fui, eu conseguia conciliar o meu trabalho com a vida pessoal” explica a Dona Marlene. “A mulher já lutou muito pelos seus direitos, muitas das vezes é ela que sustenta uma casa, cria sozinha os filhos, é dona de si. Eu não paro. Hoje eu viajo muito, faço hidroginástica, academia, sou voluntária em um hospital, tenho uma vida com muitas atividades. Além disso, possuo sete netos, um bisneto e sou muito feliz”, ressalta. Luciana Rodrigues de Oliveira, de 42 anos, é natural do estado do Piauí e atualmente mora na cidade de Ipuã. Luciana Oliveira é aluna do curso de Pedagogia do centro universitário, viaja todos os dias para estudar e ressalta a importância da organização em sua vida. “Dois fatores me ajudaram a conciliar tudo. Com organização e planejamento, que é a base para o equilíbrio da vida pessoal, trabalho e estudo na faculdade. Nada é fácil, pois existe o cansaço mental, ansiedade e as preocupações com as diversas atividades. Hoje sei o quanto isso vai valer a pena, todo esse esforço. É só uma questão de tempo para começar a colher os frutos da minha dedicação”, entende Oliveira, que é casada e mãe de três filhos. “Neste mês comemorativo à mulher, quero parabenizar a todas por serem, em sua maioria, mulheres determinadas, guerreiras e sonhadoras, e pelas conquistas em todos os espaços, com muito esforço”, finaliza.

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