Profissionais de saúde alertam para riscos de tratamento de Covid 19 em casa


Com um ano da pandemia do Covid-19, os profissionais da saúde de Barretos constataram um aumento de casos em que os pacientes estão se tratando em suas residências e procuram, tardiamente na maioria das vezes, o apoio médico nos hospitais especializados, quando o caso já está bem grave e o paciente necessita de uma intervenção mais drástica por parte das equipes médicas.

Segundo o secretário municipal de Saúde de Barretos, Kleber Rosa, os profissionais da saúde constataram que existe paciente fazendo uso de oxigênio domiciliar, o que vem gerando preocupação, porque a evolução da doença é muito rápida.

“A família tem que ficar muito atenta, porque estamos identificando através do SAMU, Hospital Nossa Senhora e Santa Casa, que estão chegando pacientes muito graves e com insuficiência respiratória muito aguda, mesmo com o uso de oxigênio”, explicou o secretário.

O médico Dr. Paulo Muzetti, coordenador do SAMU e intensivista em UTI, explicou que o tratamento em casa com oxigênio não é uma terapia adequada porque pode agravar ainda mais o tratamento.

“Essa semana nós pegamos um casal em uma residência, saturando bruscamente o que complica o atendimento de emergência. Essa situação gera um transtorno para toda a equipe e para a família”, explicou o médico.

Segundo Muzetti, na maioria dos casos, os profissionais constataram que o paciente está com oxigênio alto e o paciente não está saturando bem. “Essa é uma doença que a gente não pode brincar”, orientou o profissional, durante entrevista coletiva na sede do Ircad Barretos, na última quarta-feira (3).

A médica Dra. Cristina Prata Amêndola, que é diretora médica do Hospital Nossa Senhora e médica intensivista, explicou que a intubação e a ventilação mecânica são procedimentos de rotina nos hospitais. Segundo ela, este tipo de procedimento não mata o paciente e sim é uma chance de sobrevivência.

“São procedimentos seguros que a gente na UTI faz rotineiramente. As pessoas não têm que ter medo da intubação e ventilação mecânica”, afirmou a médica.

Para ela, o que aumenta a mortalidade é a intubação tardia, quando as pessoas demoram muito para chegar ao hospital e são intubadas numa condição muito pior, “ai sim a mortalidade aumenta”, frisou a médica.

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