Obra de R$ 13,8 milhões promete melhorar abastecimento no Centro de Barretos
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O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barretos informa que a obra de modernização do sistema de abastecimento na região central da cidade representa um investimento total de aproximadamente R$ 13,861 milhões, somando R$ 10,692 milhões destinados à substituição de redes e R$ 3,169 milhões para a implantação do novo sistema de reservação. A intervenção já começou com etapas preparatórias no entorno da área central e integra um projeto estruturante financiado com recursos do Ministério das Cidades.
Mais do que uma obra de engenharia, trata-se de uma resposta a um problema antigo de Barretos. Dados já divulgados pelo próprio SAAEB mostram que o município tem cerca de 260 quilômetros de redes antigas que precisam ser substituídas e que, em vários pontos, essas tubulações envelhecidas apresentam entupimentos, furos e rompimentos sucessivos. Em 2023, foi constatado que algumas redes do centro tinham cerca de 65 anos sem substituição. Em janeiro de 2024, um vazamento na região da Rua 26 com a Avenida 25, no Centro, exigiu inclusive o uso de geofone e interdições para localizar o problema exato, evidenciando a fragilidade da infraestrutura antiga.
Dentro desse cenário, a nova obra prevê a substituição de cerca de 15 quilômetros de redes de distribuição na área central e regiões adjacentes, com retirada gradual de tubulações antigas de ferro fundido e amianto e implantação de redes modernas em PEAD, material mais resistente à corrosão e com maior durabilidade. A substituição vai modernizar o sistema, reduzir perdas e vazamentos, melhorar a pressão da água e ainda diminuir o consumo de energia elétrica.
A execução da obra também prevê o uso do Método Não Destrutivo (MND) em boa parte do trajeto, uma tecnologia que permite a implantação da nova tubulação com menos abertura de valas ao longo das vias. Com isso, os serviços tendem a causar menos interferências no trânsito, menor impacto nas calçadas e mais agilidade na execução, reduzindo transtornos para moradores, comerciantes e motoristas da região central durante o andamento da obra.
O projeto também inclui a construção de dois novos reservatórios: um apoiado, com capacidade aproximada de 1 milhão de litros, e um elevado, com volume útil de cerca de 500 mil litros. Essa nova estrutura vai ampliar a capacidade de reservação da região central e permitirá distribuição de água por gravidade, reduzindo a dependência de bombeamento. Na prática, isso deve gerar mais estabilidade no abastecimento, melhor resposta em horários de pico, maior segurança em situações emergenciais e economia operacional com energia e equipamentos.
Para o superintendente, Nilson Andrade, o valor investido se justifica pelo alcance da obra na vida da população. “Estamos falando de um investimento alto, mas necessário, porque a população sente há anos os reflexos de uma rede antiga, com vazamentos, perdas e instabilidade no abastecimento em pontos importantes da cidade. Essa obra tem impacto direto na qualidade do serviço, porque une substituição de rede e ampliação da reservação, preparando o sistema para funcionar com mais segurança, eficiência e regularidade”, afirmou.
O engenheiro civil Douglas São Tiago ressalta que o reservatório e a nova rede formam um conjunto técnico decisivo para mudar o desempenho do sistema. “Quando você substitui uma rede antiga e, ao mesmo tempo, amplia a reservação, o ganho para a operação é muito maior. A cidade passa a ter mais capacidade de resposta, menos risco de oscilações, menos perdas de água tratada e uma distribuição mais equilibrada, especialmente na área central, que concentra demanda elevada e uma infraestrutura historicamente desgastada”, explicou.

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